terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A Biblioteca sugere...

O Notícias de Basto conta desde Novembro de 2015 com a colaboração da Biblioteca Municipal de Celorico de Basto Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa. A instituição sugere mensalmente um livro, que se encontre no seu espólio. No mês de janeiro a escolhe recaiu sobre "Prosa" de Eugénio de Andrade.

"Prosa" de Eugénio de Andrade
Edição/reimpressão:2011
Páginas: 410
Editor: Modo de Ler

Sinopse
A presente edição reúne os textos em prosa que Eugénio de Andrade publicou nos livros "Os Afluentes do Silêncio" (1968), "Rosto Precário" (1979) e "À Sombra da Memória" (1993), encerrando com os três únicos textos do volume "A Cidade de Garrett" (1993) que não figuram em nenhum dos títulos anteriores. Ficam de foram alguns dispersos, entre outros, sobre Óscar Lopes e o Pintor António Cruz- porventura suficientes para justificar um volume autónomo, mas está aqui o que Eugénio de Andrade considerava ser a sua obra em prosa.

Biografia

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas (Fundão, Póvoa de Atalaia, 19 de Janeiro de 1923 — Porto, 13 de Junho de 2005).
Estreou-se em 1939 com a obra Narciso, torna-se mais conhecido em 1942 com o livro de versos Adolescente. A sua consagração acontece em 1948, com a publicação de As mãos e os frutos, que mereceu os aplausos de críticos como Jorge de Sena ou Vitorino Nemésio. A obra poética de Eugénio de Andrade é essencialmente lírica, considerada por José Saramago como uma poesia do corpo a que se chega mediante uma depuração contínua.
Ainda na década de 40 colabora no seminário Mundo Literário  (1946-1948).

Entre as dezenas de obras que publicou encontram-se, na poesia, Os amantes sem dinheiro (1950), As palavras interditas (1951), Escrita da Terra (1974), Matéria Solar (1980), Rente ao dizer (1992), Ofício da paciência (1994), O sal da língua (1995) e Os lugares do lume (1998).

Em prosa, publicou Os afluentes do silêncio (1968), Rosto precário (1979) e À sombra da memória (1993), além das histórias infantis História da égua branca (1977) e Aquela nuvem e as outras (1986).

Foi também tradutor de algumas obras, como dos espanhóis Federico García Lorca e Antonio Buero Vallejo, da poetisa grega clássica Safo (Poemas e fragmentos, em 1974), do grego moderno Yannis Ritsos, do francês René Char e do argentino Jorge Luís Borges.


Em Setembro de 2003 a sua obra Os sulcos da sede foi distinguida com o prémio de poesia do Pen Clube Português.



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