O Notícias de Basto conta desde
Novembro de 2015 com a colaboração da Biblioteca Municipal de Celorico de Basto
Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa. A instituição sugere mensalmente um
livro, que se encontre no seu espólio. No mês de janeiro a escolhe recaiu sobre
"Prosa" de Eugénio de Andrade.
"Prosa" de Eugénio de
Andrade
Edição/reimpressão:2011
Páginas: 410
Editor: Modo de Ler
Sinopse
A presente edição reúne os textos
em prosa que Eugénio de Andrade publicou nos livros "Os Afluentes do
Silêncio" (1968), "Rosto Precário" (1979) e "À Sombra da
Memória" (1993), encerrando com os três únicos textos do volume "A
Cidade de Garrett" (1993) que não figuram em nenhum dos títulos
anteriores. Ficam de foram alguns dispersos, entre outros, sobre Óscar Lopes e
o Pintor António Cruz- porventura suficientes para justificar um volume
autónomo, mas está aqui o que Eugénio de Andrade considerava ser a sua obra em
prosa.
Biografia
Eugénio de Andrade, pseudónimo de
José Fontinhas (Fundão, Póvoa de Atalaia, 19 de Janeiro de 1923 — Porto, 13 de
Junho de 2005).
Estreou-se em 1939 com a obra
Narciso, torna-se mais conhecido em 1942 com o livro de versos Adolescente. A
sua consagração acontece em 1948, com a publicação de As mãos e os frutos, que
mereceu os aplausos de críticos como Jorge de Sena ou Vitorino Nemésio. A obra
poética de Eugénio de Andrade é essencialmente lírica, considerada por José
Saramago como uma poesia do corpo a que se chega mediante uma depuração
contínua.
Ainda na década de 40 colabora no
seminário Mundo Literário (1946-1948).
Entre as dezenas de obras que
publicou encontram-se, na poesia, Os amantes sem dinheiro (1950), As palavras
interditas (1951), Escrita da Terra (1974), Matéria Solar (1980), Rente ao
dizer (1992), Ofício da paciência (1994), O sal da língua (1995) e Os lugares
do lume (1998).
Em prosa, publicou Os afluentes
do silêncio (1968), Rosto precário (1979) e À sombra da memória (1993), além
das histórias infantis História da égua branca (1977) e Aquela nuvem e as
outras (1986).
Foi também tradutor de algumas
obras, como dos espanhóis Federico García Lorca e Antonio Buero Vallejo, da
poetisa grega clássica Safo (Poemas e fragmentos, em 1974), do grego moderno
Yannis Ritsos, do francês René Char e do argentino Jorge Luís Borges.
Em Setembro de 2003 a sua obra Os
sulcos da sede foi distinguida com o prémio de poesia do Pen Clube Português.

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